Uma pergunta séria merece uma resposta com laudo, não com opinião
Cádmio no cacau é a preocupação mais legítima que existe sobre a categoria, e também a mais mal explicada. Amêndoas de cacau da América do Sul absorvem cádmio naturalmente do solo vulcânico em que crescem — isso é geologia, não falha de produção. A pergunta que importa não é se existe cádmio, mas quanto, e se está dentro do que a regulamentação considera seguro. Aqui está o resultado do nosso.
A pergunta
Você já viu uma reportagem, um post ou um comentário sobre metais pesados em chocolate e cacau, e agora hesita antes de comprar. A dúvida é justa — a categoria toda foi impactada por testes que encontraram cádmio e chumbo acima de limites de referência em marcas vendidas nos Estados Unidos. Mas testar e divulgar publicamente é raro entre marcas de cacau puro, e sem um número concreto, a preocupação fica sem resposta.
Conceito explicado
Cádmio é um metal presente naturalmente em muitos solos, absorvido pelas raízes de diversas plantas — não só o cacaueiro. Amêndoas cultivadas em solos vulcânicos, comuns na América Latina, tendem a apresentar níveis mais altos do que amêndoas de outras regiões. Isso não significa que todo cacau sul-americano seja inseguro — significa que o nível precisa ser medido, não presumido.
A ciência
Enviamos uma amostra do nosso cacau 100% para análise no BAV Institut, laboratório independente na Alemanha, com o teste executado pela bilacon GmbH — parte do grupo Tentamus — por espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS), método ASU L 00.00.135. O resultado: 0,16 mg/kg de cádmio.
Esse valor está abaixo dos limites regulatórios aplicáveis a cacau e produtos de cacau, tanto no Brasil (ANVISA) quanto na União Europeia — [placeholder: inserir valor exato do limite regulatório vigente para citação direta na comparação]. A mesma análise também mediu fibra alimentar, sódio e níquel na amostra, e está disponível na íntegra para nutricionistas e parceiros cadastrados.
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação nutricional individual.
Da origem ao copo
O nível de cádmio numa amêndoa de cacau varia por região, tipo de solo e manejo — não é uniforme nem dentro do Brasil. É por isso que testar o nosso próprio cacau, colhido em Serra Grande, na Costa do Cacau, Bahia, importa mais do que citar uma média genérica da América do Sul. O laudo fala do que está no pote, não de uma estatística regional.
Em resumo
- Cádmio é absorvido naturalmente do solo — presente, em algum grau, em praticamente todo cacau sul-americano.
- O nosso cacau 100% foi testado por laboratório independente na Alemanha.
- Resultado: 0,16 mg/kg de cádmio, por ICP-MS.
- Esse valor está abaixo dos limites regulatórios vigentes no Brasil e na União Europeia.
- O laudo completo está disponível para nutricionistas e parceiros cadastrados.
Comparação
| Referência | Resultado |
|---|---|
| Cádmio — cacau 100% Será | 0,16 mg/kg |
| Limite regulatório ANVISA (RDC 722/2022) | 0,3 mg/kg |
| Limite regulatório União Europeia (cacau e derivados) | 0,60 mg/kg |
Para quem é isto
Para quem já hesitou na compra por causa de reportagens sobre metais pesados em chocolate. Para nutricionistas que precisam de um laudo concreto para responder a pacientes com essa dúvida. E para quem simplesmente quer saber, com números, o que está levando para casa.
Fontes & nota
Laudo laboratorial: BAV Institut GmbH, relatório de amostra 24129042C, cacau orgânico origem Brasil, recebido em 16/12/24, emitido em 03/01/25, análise executada por bilacon GmbH (A Tentamus Company), método ASU L 00.00.135 (ICP-MS). Limites regulatórios: ANVISA RDC 722/2022 e IN 160/2022 (referência amplamente divulgada de 0,3 mg/kg para massa de cacau); Regulamento (UE) 2023/915 (que consolida o Regulamento (EU) 488/2014), 0,60 mg/kg para cacau em pó destinado ao consumidor final. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação nutricional ou médica individual.

